Oír Palestina

Ouvir Palestina

Hear Palestine

Écouter Palestine

Llamado de solidaridad internacional 

Ante los nuevos avances de ocupación de los territorios palestinos por parte de Israel, la intensificación de las acciones para la anexión de Cisjordania, coincidentes con la pandemia de Covid-19 y las negociaciones entre Israel, Émiratos Árabes con Estados Unidos como intermediario, sin presencia ni voz del pueblo palestino, desde la RedCSur hacemos un llamado a oír Palestina, y expresar nuestra solidaridad y complicidad con el pueblo palestino que habita dentro y fuera de este territorio.

El grito palestino se escucha de lejos, desde el conflicto árabe-israelí de 1948, desde la guerra de los seis días en 1967, desde la intifada de 1987, desde los enfrentamientos que terminaron con el aislamiento definitivo de la franja de Gaza en 2005, desde el “viernes de furia” ante la apertura de la embajada estadounidense en Jerusalén en 2017. Oír Palestina implica el deseo de volver una parte sensible hacia ese prolongado grito, para afectarnos con la intemperie de su presente; un presente cuyo detalle puede ser a veces inaudible o ha sido silenciado por los altavoces internacionales. Pero queremos saber. 

Queremos que se sepa qué beneficios económicos y políticos que se persiguen con este acuerdo, qué  otras presiones internacionales, frenan el derecho a la autodeterminación del pueblo palestino y amenazan su existencia.

Queremos aprender de las tácticas para enfrentar el horror, las formas de resistencia que contestan a la violencia militarizada a la vez que traman formas de re-existencia que luchan por la continuidad y el desborde de los muros y franjas. Queremos expandir el saber desde abajo para expandir formas de boicot transnacional.

Queremos que cese la invasión. En la invasión a Palestina resuenan invasiones territoriales y saqueo de tierras que nos recuerda el despojo fundacional sobre el que se constituye cada Estado-nación. En la invasión a Palestina se ensayan estrategias de represión y tecnologías de control que luego son aprendidas y replicadas en distintos puntos del planeta. Lo hemos visto. Lo vemos en Chile, en Colombia, en Brasil. 

Queremos libertad a los presos políticos y que los refugiados puedan regresar a sus tierras. Que la diáspora palestina pueda volver a la tierra de sus antepasados sin peligro de ser extraditados por los controles del apartheid. No+ segregación, muros y puntos de control cercenando territorios, historias y memorias. 

Queremos traer al presente las redes de solidaridad entre sures que nos aproximen en un deseo por el cese del colonialismo y del apartheid, en la búsqueda por condiciones de vida digna para todxs. Queremos escuchar la posibilidad de otros modos de vida. Queremos hacerlos posibles.  

Hacemos un llamado a oír Palestina y articular nuestras energías de apoyo frente a la amenaza de anexión de Cisjordania que en palabras de sus autoridades constituye una “amenaza existencial”. Invitamos activistas, artistas, militantes, investigadorxs a participar del Círculo de la Palabra y la campaña artística Oír Palestina, como formas de afectación sobre la situación que atraviesa su pueblo, y un principio de saber para la acción política.

Campaña de solidaridad artística Oír Palestina:

Convocamos a una campaña artística que permita difundir y visibilizar la solidaridad con el pueblo palestino, a modo de piezas para ser descargadas y activadas desde distintas latitudes

Dirigida a artistas, colectivos, activistas, militantes

Bases:

1 – Cada artista o colectivo puede enviar un número ilimitado de obras (gráficas, audiovisuales, performáticas, literarias, musicales, etc) 

2 – Las obras deben enviarse mediante correo electrónico a redcsur@gmail.com. Adjuntando ficha completa de datos del autorx o colectivo:

Nombre colectivo u autor/a / País y ciudad / Correo electrónico / Título / Técnicas / Formato / Año

3- Las piezas serán subidas a la página de la RedCSur para ser descargadas y compartidas. 

#OirPalestina #SolidaridadConPalestina 

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Ouvir Palestina

Chamada para solidariedade internacional

Diante do avanço na ocupação dos territórios palestinos por parte de Israel, e a intensificação das ações para a anexação da Cisjordânia, coincidentes com a pandemia de Covid-19, nós, como RedCSur fazemos um chamado para ouvir Palestina, e expressar nossa solidariedade e cumplicidade com o povo palestino que habita dentro e fora deste território.

O grito palestino se escuta de longe, desde a guerra árabe-israelense de 1948, desde a guerra dos seis dias em 1967, desde a intifada de 1987 desde os enfrentamentos que terminaram com o isolamento definitivo da faixa de Gaza em 2005, desde as “sextas-feiras de fúria” diante da abertura da embaixada estadunidense em Jerusalém, em 2017. Ouvir Palestina implica o desejo de dispor uma parte sensível de nós para esse grito prolongado, para nos afetar pela intempérie de seu presente; um presente cujo detalhe pode ser às vezes inaudível ou silenciado pelos alto-falantes internacionais. Mas queremos saber.

Queremos que se saiba claramente quais interesses econômicos e políticos, quais cumplicidades internacionais, freiam o direito à autodeterminação do povo palestino e ameaçam sua existência.

Queremos aprender com as táticas para enfrentar o horror, as formas de resistência que contestam a violência militarizada e ao mesmo tempo tramam formas de re-existência que lutam pela continuidade e o transbordamento de muros e faixas. Queremos expandir o saber desde abaixo para expandir formas de boicote transnacional.

Queremos que pare a invasão. Na invasão da Palestina ressoam invasões territoriais e saqueio de terras que nos lembram a expropriação fundacional sobre a qual se constitui cada Estado-nação. Na invasão da Palestina são ensaiadas estratégias de repressão e tecnologias de controle que logo são aprendidas e replicadas em distintos pontos do planeta. Temos visto isso. Vemos isso no Chile, na Colômbia, no Brasil.

Queremos liberdade para os presos políticos e que os refugiados possam voltar para suas terras. Que a diáspora palestina possa voltar para a terra de seus antepassados sem perigo de serem extraditados pelos controles do apartheid. Não + segregação, muros e pontos de controle cerceando territórios, histórias e memórias.

Queremos trazer para o presente as redes de solidariedade entre os “suls” que nos aproximem num desejo pelo fim do colonialismo e do apartheid, na busca por condições de vida digna para todxs. Queremos escutar a possibilidade de outros modos de vida. Queremos torná-los possíveis.

Fazemos um chamado para ouvir Palestina e articular nossas energias de apoio diante da ameaça de anexação da Cisjordânia que em palavras de suas autoridades constitui uma “ameaça existencial”. Convidamos artistas, ativistas, militantes, pesquisadorxs a participar do Círculo da Palavra e da campanha artística Ouvir Palestina, como formas de afetação sobre a situação que atravessa seu povo, e um princípio de saber para a ação política.

Campanha de solidariedade artística Ouvir Palestina:

Convocamos a uma campanha artística que permita difundir e visibilizar a solidariedade com o povo palestino, a partir de peças para ser descarregadas e ativadas desde distintas latitudes.

Dirigida a artistas, coletivos, ativistas e militantes.

Bases:

1 – Cada artista ou coletivo pode enviar un número ilimitado de obras (gráficas, audiovisuais, performáticas, literárias, musicais, etc) 

2 – As obras deven ser enviadas ao e-mail redcsur@gmail.com. Anexar ficha completa de dados dx autorx ou coletivo:

Nome colectivo ou autor/a / País e cidade / E-mail / Título / Técnicas / Formato / Ano

3- As obras serão postadas na página da RedCSur para download e compartilhamento. 

#OuvirPalestina #SolidaridadeComPalestina

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Hear Palestine

Call for international solidarity 

Given the new advances in the occupation of the Palestinian territories by Israel, the intensification of actions for the annexation of the West Bank, coinciding with the Covid-19 pandemic and the negotiations between Israel and the Arab Emirates with the United States as an intermediary, without the presence or voice of the Palestinian people, RedCSur makes a call to listen to Palestine, and express our solidarity and complicity with the Palestinian people living inside and outside this territory.

The Palestinian cry can be heard from afar, from the Arab-Israeli conflict of 1948, from the six-day war in 1967, from the intifada of 1987, from the confrontations that ended with the definitive isolation of the Gaza Strip in 2005, from the «Friday of Fury» at the opening of the US embassy in Jerusalem in 2017. Hearing Palestine implies the desire to turn a sensitive part towards that prolonged cry, to affect us with the inclemency of its present; a present whose detail can sometimes be inaudible or has been silenced by international speakers. But we want to know.

We want to know clearly what economic and political interests, what international complicities, are holding back the right to self-determination of the Palestinian people and threatening its existence.  

We want to learn from the tactics of confronting the horror, the forms of resistance that respond to militarized violence while plotting forms of re-existence that fight for continuity and the overflowing of the walls and stripes. We want to expand knowledge from below to expand forms of transnational boycott.

We want the invasion to stop. The invasion of Palestine echoes with territorial invasions and plundering of land that reminds us of the foundational dispossession upon which each nation-state is constituted. In the invasion of Palestine, strategies of repression and technologies of control are tested, which are then learned and replicated in different points of the planet. We have seen it. We see it in Chile, in Colombia, in Brazil. 

We want freedom for political prisoners and we want the refugees to be able to return to their lands. That the Palestinian diaspora can return to the land of their ancestors without the danger of being extradited by the apartheid controls. No more segregation, walls and checkpoints cutting off territories, histories and memories. 

We want to bring to the present the networks of solidarity among the South that bring us together in a desire for the end of colonialism and apartheid, in the search for dignified living conditions for all. We want to hear the possibility of other ways of life. We want to make them possible.  

We call upon to hear Palestine and to articulate our energies of support in front of the threat of annexation of the West Bank which in the words of its authorities constitutes an «existential threat». We invite activists, artists, militants, investigators to participate in the Circle of the Word and the artistic campaign Hear Palestine, as forms of affect on the situation that their people are going through, and a principle of knowledge for political action.

Artistic solidarity campaign Hear Palestine:

We call for an artistic campaign that allows to spread and make visible the solidarity with the Palestinian people, as pieces to be downloaded and activated from different latitudes

Aimed at artists, collectives, activists, militants

Bases:

1 – Each artist or collective can send an unlimited number of works (graphic, audiovisual, performance, literary, musical, etc) 

2 – The works must be sent by e-mail to redcsur@gmail.com. Attaching complete data sheet of the author or collective:

Collective name or author / Country and city / E-mail / Title / Techniques / Format / Year

3- The pieces will be uploaded to the RedCSur page to be downloaded and shared. 

#HearPalestine #SolidarityWithPalestine

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Écouter Palestine

Appel à la solidarité internationale

Compte tenu des nouvelles avancées dans l’occupation des territoires palestiniens par Israël, de l’intensification des actions pour l’annexion de la Cisjordanie, coïncidant avec la pandémie de Covid-19 et les négociations entre Israël et les Emirats arabes avec les Etats-Unis comme intermédiaire, sans la présence ou la voix du peuple palestinien, RedCSur vous appelle à écouter la Palestine, et à exprimer notre solidarité et notre complicité avec le peuple palestinien vivant à l’intérieur et à l’extérieur de ce territoire.

Le cri palestinien se fait entendre de loin, dupuis conflit israélo-arabe de 1948, depuis la guerre des six jours en 1967, depuis l’intifada de 1987, depuis les affrontements qui ont pris fin avec l’isolement définitif de la bande de Gaza en 2005, depuis “vendredi de la fureur” avant l’ouverture de l’ambassade américaine à Jérusalem en 2017. Entendre la Palestine implique la volonté de tourner une partie sensible de nous vers ce cri prolongé, de nous affecter avec les intempéries de son présent; un présent dont les détails peuvent parfois être inaudibles ou a été assourdis par des orateurs internationaux. Mais nous voulons savoir.

Nous voulons savoir quels sont les avantages économiques et politiques recherchés par cet accord, quelles autres pressions internationales freinent le droit du peuple palestinien à l’autodétermination et menacent son existence.

Nous voulons apprendre des tactiques pour affronter l’horreur, des formes de résistance qui répondent à la violence militarisée en même temps qu’elles tracent des formes de ré-existence qui luttent pour la continuité et le débordement des murs et des bandes. Nous voulons élargir nos savoirs par en bas pour élargir les formes de boycott transnational.

Nous voulons que l’invasion cesse. L’invasion de la Palestine fait écho aux invasions territoriales et au pillage des terres qui nous rappellent la dépossession fondamentale sur laquelle chaque État-nation est constitué. Lors de l’invasion de la Palestine, des stratégies de répression et des technologies de contrôle sont testées ; elles sont ensuite apprises et reproduites dans différentes parties de la planète. Nous l’avons vu. On le voit au Chili, en Colombie, au Brésil.

Nous voulons la liberté des prisonniers politiques et que les réfugiés puissent retourner sur leurs terres. Que la diaspora palestinienne puisse retourner sur la terre de ses ancêtres sans risquer d’être extradée par les contrôles de l’apartheid. No + ségrégation, murs et points de contrôle coupant les territoires, les histoires et les souvenirs.

Nous voulons porter au présent les réseaux de solidarité entre les Suds qui nous rapprochent dans une volonté de faire cesser le colonialisme et l’apartheid, poussés par la recherche de conditions de vie décentes pour tous. Nous voulons entendre la possibilité d’autres modes de vie. Nous voulons les rendre possibles.

Nous lançons un appel à écouter la Palestine et à articuler nos énergies de soutien face à la menace d’annexion de la Cisjordanie, qui, selon les termes de ses autorités, constitue une «menace existentielle». Nous invitons des militants, des artistes, des militants, des chercheurs à participer au Cercle de la Parole et à la campagne artistique Oír Palestina, comme moyens d’affecter la situation traversée son peuple et comme principe de connaissance pour l’action politique.

Campagne de solidarité artistique Écouter Palestine:

Nous appelons à une campagne artistique qui permette de diffuser et de rendre visible la solidarité avec le peuple palestinien, sous forme de pièces à télécharger et à activer depuis différentes latitudes.

Destinée aux artistes, collectifs, militants et activistes.

Bases :

1 – Chaque artiste ou collectif peut envoyer un nombre illimité d’œuvres (graphiques, audiovisuelles, de performance, littéraires, musicales, etc.) 

2 – Les œuvres doivent être envoyées par courrier électronique à redcsur@gmail.com. Joindre la fiche technique complète de l’auteurx ou du collectif :

Nom collectif ou auteur / Pays et ville / Courriel / Titre / Techniques / Format / Année

3- Les pièces seront téléchargées sur la page RedCSur afin d’être téléchargées et partagées. 

#ÉcouterPalestine #SolidaritéAvecPalestine 

 

Segundo envío campaña #LaNormalidadEraElProblema

Difundimos el segundo envío de la campaña transfronteriza #LaNormalidadEraElProblema.

Eso que llamábamos normalidad se ha revelado como una auténtica distopía.

«¿Pero cómo traducir ese deseo potente en pasos concretos, aterrizados, situados? ¿Cómo vacunarnos contra los efectos de una crisis económica mayor que la del 2008 y con unas fuerzas políticas de ultraderecha que pugnan por capitalizar el malestar generado por los estragos materiales causados por la pandemia?»

Esta campaña invita a proponer (en forma de palabras, clips audiovisuales, fotos, collages, sonidos…) desde nuestro específico rincón del mundo, desde la perspectiva concreta que habitamos, más preguntas y más respuestas para abonar el reto colosal de un deseo globalmente compartido

Pueden enviar aportaciones a: normalitywastheproblem@gmail.com
Para seguir más publicaciones y envíos, visita:  https://www.instagram.com/normalitywastheproblem/

¡Para circular y utilizar!

#LaNormalidadEraElProblema
#ANormalidadeEraOProblema
#NormalityWasTheProblem


Gabriela Carmona
Título: No puedo respirar / de la serie una vez morí en el agua. 
Stencil,  parches de tela negra, costura manual. 
Año 2020. Chile
 
Yo una vez morí en el agua.
Recuerdo que me lanzaron,
caí del cielo y respiré agua
Dentro de mi cuerpo pétreo.
Gabriela Carmona
Hugo Vidal

Primer envío campaña #LaNormalidadEraElProblema

Difundimos aquí el primer envío de la campaña transfronteriza #LaNormalidadEraElProblema.

Eso que llamábamos normalidad se ha revelado como una auténtica distopía. Por eso, mientras los gobiernos hablan de volver a la normalidad, o de alcanzar una nueva normalidad, las miradas, cuerpos y empeños de quienes buscamos una transformación emancipadora de esa monstruosa realidad normalizada, construimos paradigmas, alianzas y prácticas que nos orienten hacia otros horizontes.

Esta campaña invita a proponer (en forma de palabras, clips audiovisuales, fotos, collages, sonidos…) desde nuestro específico rincón del mundo, desde la perspectiva concreta que habitamos, más preguntas y más respuestas para abonar el reto colosal de un deseo globalmente compartido

Pueden enviar aportaciones a: normalitywastheproblem@gmail.com
Para seguir más publicaciones y envíos, visita:  https://www.instagram.com/normalitywastheproblem/

¡Para circular y utilizar!

#LaNormalidadEraElProblema
#ANormalidadeEraOProblema
#NormalityWasTheProblem

Gonzalo Crespo

Círculo de la palabra #LaNormalidadEraElProblema

Encuentro con Sandra Fernández, Antonella Pinto y Paulina E. Varas (RedCSur)

Jueves 30 de julio, 18:00 h CET / 12:00h Santiago de Chile

Zoom seminario online: https://us02web.zoom.us/j/87402282635 

Idiomas: castellano e inglés (traducción simultánea de guerrilla)

El contexto de pandemia global ha amplificado las desigualdades del sistema neoliberal, al mismo tiempo se han erosionado todos los bienes públicos y los comunes. Frente a esta situación, los gobiernos de diferentes lugares del mundo están promoviendo de distintas maneras una suerte de vuelta a la “normalidad”, o “nueva normalidad”, basada en la coerción de los cuerpos, las restricciones, la continuidad de procesos de empobrecimiento y las lógicas necropolíticas. 

Durante los últimos meses, a partir de una serie de encuentros y conversaciones online, la Fundación de los Comunes, el Institute of Radical Imagination y la Red Conceptualismos del Sur, han lanzado la campaña #NormalityWastheProblem (#LaNormalidadEraElProblema), una llamada internacionalista a cuestionar la noción de normalidad, no sólo la “nueva” si no también la vieja, y repensar la imbricación de la normalidad con el régimen de control biopolítico.

Personas de distintos territorios están participando en la campaña, que se puede consultar en la cuenta @normalitywastheproblem, poniendo cuerpo, palabras y respiración, y proponiendo, desde sus perspectivas situadas, reflexiones que interpelan la noción de normalidad, señalado sus brechas para abordarla urgentemente.

Como rezaba en un edificio de Santiago de Chile durante el estallido global de la pandemia, “no queremos volver a la normalidad, porque la normalidad era el problema”. Y más allá de la pandemia nos queremos preguntar, ¿qué es la normalidad? ¿existe realmente? ¿cómo podemos desbordar su lógica normativa para proponer una vida más libre, justa y diversa? 

El Círculo de la Palabra es el primer encuentro de activación de esta campaña, esta vez desde la oralidad. Proponemos un cruce entre tres perspectivas que problematizan la noción de “normalidad” desde diferentes posiciones críticas: la disidencia sexual, frente al capacitismo, la feminista.. Queremos abrir grietas donde puedan germinar estos parentescos raros, como dice Donna Haraway, que nos permitan imaginar una no normalidad para todes. 

Participan:

Sandra Fernández Carrera, activista gallega, madre implicada en la lucha social contra la no segregación de niñes y etiquetas que limitan la vida, la parcelan y excluyen. Hija de una de las madres fundadoras de Érguete, entidad de iniciativa social, surgida en Galicia en la década de los ochenta, que trabaja en la prevención e intervención de conductas adictivas y problemas asociados.

Antonella Pinto, artista generadora de sus propios espectáculos, actriz en Italia y España, poeta, dramaturga, profesora de italiano y coach de actores. Con la Cía Centro Dramático Personal representó una de sus obras: ¿Por qué las monjas no tienen celos las unas de las otras aunque tengan el mismo esposo? Sus últimos trabajos como actriz son: Voces de mujeres (monólogo), Soy tan feliz (cortometraje de Juan Gautier) y Club Houdini (serie de Canal Disney dirigida por Rodrigo Sopeña. Participa en La profesión va por dentro, un proyecto que se inició en 2016 con un estudio teórico sobre la economía de los cuidados y el desgaste físico y emocional de las mujeres a partir de sus actividades profesionales. Desde junio de 2018 se constituye como grupo de investigación escénica feminista gracias a la beca de investigación concedida por la Red de Teatros de Lavapiés (Madrid) a Xus de la Cruz y Jana Pacheco, las Residencias Artísticas desarrolladas en La Nave del Duende del Casar de Cáceres (Cáceres, Extremadura) y en LANAU Espacio Creativo (Madrid). En 2019 presentan en el Museo Reina Sofía Parpadeos, una performance inmersiva y accesible fruto de una investigación de seis meses en las que el grupo registra su experiencia en las visitas a la Colección y exposiciones del museo. En marzo de 2020, ya como colectivo independiente, impulsan el proyecto online Gestos Covidianos, que es a la vez un proyecto artístico y un espacio de cuidado y apoyo mutuo que sostiene el grupo. El grupo reivindica la vejez como un cambio natural hacia la sabiduría y el descubrimiento de la verdadera esencia individual que es oprimida por una sociedad que castiga a las mujeres, social y laboralmente, por el hecho de cumplir años.

Paulina E. Varas es investigadora y académica asociada del Campus Creativo de la Universidad Andrés Bello. Es Licenciada en Arte por la Universidad de Playa Ancha y Doctora en Historia y Teoría del Arte por la Universidad de Barcelona. Es parte de CRAC Valparaíso, una célula de acciones y plataforma de investigación colectiva que trabaja de manera situada. Es miembro desde 2007 de la RedCSur donde ha participado en una serie de publicaciones, presentaciones públicas y acciones de apoyo en Chile, Argentina, Perú, España, entre otros. Es autora o co-autora de los libros: Muntadas en Latinoamérica (2009); Catalina Parra. El fantasma político del arte (2011); Guillermo Deisler. Archivo, textos e imágenes en acción (2013); Luz Donoso. El arte y la acción en el presente ( 2018); Archivo CADA. Astucia práctica y potencias de lo común (2019), entre otros. En curaduría destacan sus proyectos como curadora o co-curadora: “Una acción hecha por otro es una obra de la Luz Donoso” (Santiago 2011); “Artist for Democracy: el archivo de Cecilia Vicuña” (Santiago 2014); “Poner el cuerpo. Llamamientos de arte y política en los años ochenta en América Latina” (Santiago, 2016). Actualmente investiga sobre arte y política, ecosofía y otras subjetividades.

Llamamiento a una experiencia y su archivo

Sobre la exposición “Poner el cuerpo. Llamamientos de arte y política en los años ochenta en América latina”

Javiera Manzi y Paulina E. Varas[1]

Nos proponemos relatar una experiencia que mantuvo a un grupo de personas entramadas por un período de tiempo en la tarea común de problematizar desde este momento en que vivimos, cómo las prácticas, acciones y discursos críticos de los ochentas latinoamericanos, interpelan y remueven nuestro presente. Lo primero entonces fue “poner el cuerpo”. Y desde esa primera certeza, la lista por venir: imaginar un grupo, reunirnos, hablar, invitar a otros, a otras, escucharnos y escribir. Todo comenzó con un llamamiento, aquella figura tan propia y necesaria de posicionamientos colectivos en los sesentas, setentas y, por cierto, en los ochentas, nos parecía la mejor manera de concebir la urgencia de convocar y encontrarnos, la necesidad de construir cuerpo colectivo, organizarnos y actuar.

Hicimos el llamado y comenzamos a pensar en conjunto cómo articular algunas nociones comunes: experiencia, registro y archivo, los registros de la experiencia, la experiencia de archivos y todas las combinaciones posibles y necesarias entre estos conceptos y sus posibles diferencias. Nos propusimos pensar en la potencia de aquellas diferencias, o más bien, en la relación entre lo que queda dentro y fuera de estas combinaciones, dentro y fuera del archivo, dentro y fuera de registro, dentro y fuera del museo. Alrededor nuestro, enmarcando estas conversaciones y ejercicios, un acervo de documentos y obras con los que el diálogo se expandía hacia otros agentes y temporalidades. Entonces se abren más preguntas ¿qué podría ser todavía una experiencia en la relación entre arte y política?, ¿cuáles han sido las líneas de continuidad y ruptura desde los ochenta hasta nuestros días?, ¿qué lugar tiene un arte del cuerpo en un país de cuerpos desaparecidos?

La exposición Poner el cuerpo. Llamamientos de arte y política en los años ochenta en América Latina fue exhibida en el Museo de la Solidaridad Salvador Allende[2] entre abril y agosto de 2016 e incluyó un seminario público con invitados e invitadas internacionales, además de la residencia de investigación. La exposición fue concebida como la activación local de la investigación curatorial realizada por la Red de Conceptualismos del Sur para la exposición Perder la forma humana. Una imagen sísmica de los años ochenta en América Latina (2012) en el Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía. Esta muestra pretendió otorgar visibilidad a episodios que plantearon formas de resistencia política alejadas de los cauces de la militancia tradicional, habitando espacios ajenos a la institución artística y generando redes traducidas en lazos afectivos. La imagen que la exposición tramó de los ochenta latinoamericanos no pretendía ser panorámica ni representativa, sino que se articuló como un esbozo posible de las transformaciones, irrupciones y tensiones históricas, artísticas y políticas que atravesaron esa época. La alusión a su carácter sísmico es una metáfora sobre el ejercicio de generar una imagen de esta década en la que confluyen múltiples temporalidades en conflicto en un periodo marcado por el autoritarismo, la violencia estatal y el auge del neoliberalismo.

Tras la exhibición de esta muestra en Madrid, y su posterior itinerancia por el Museo de Arte de Lima, y el Centro de Arte Contemporáneo del MUNTREF de Buenos Aires, como integrantes de la RedCSur nos interesaba no sólo trasladar a Chile esta exposición, sino más ampliamente, hacer de su itinerancia un ejercicio situado. Una versión acotada que incluyese una mirada intensiva del contexto local, y que a su vez fuese abriendo nuevas líneas de investigación, entramados cómplices y próximos puntos de fuga. Un elemento que se incorpora en esta muestra fue la experiencia de las coordinadoras culturales que desde 1978 hasta el cese pactado de la dictadura cívico militar gestaron redes de colaboración, complicidad, creación y discusión crítica. Nos parece que la trayectoria y potencias de estas instancias de coordinación que dieron forma a la UNAC (Unión Nacional por la Cultura), al Coordinador Cultural y la CGA (Coordinadora de Gremios del Arte), siguen siendo un capítulo invisibilizado por las escrituras del periodo.. En especial, porque su recorrido y activación desborda el campo artístico enlazando también a trabajadores culturales, sindicatos, pobladoras/es, militantes y agrupaciones de DDHH. El espacio central de la exposición lo componía precisamente un gran diagrama abierto desplegado en los muros donde estaban trazados los cruces y vínculos de distintas organizaciones con las coordinadoras culturales, realizado a partir de la investigación preliminar cursada junto a Nicole Cristi e Isidro Parraguez. Junto a este muro, documentos, audios, afiches y videos inéditos vinculados a estas coordinadoras y dispuestos para el estudio abierto. 

Pensamos que la exposición debía desbordar los límites del Museo para entablar otras formas de relacionarse con la esfera pública y desde allí imaginamos una “Residencia de Investigación” en colaboración con el equipo de la Revista Punto de Fuga. Para ello realizamos una convocatoria a estudiantes, educadores/as, investigadores/as independientes, historiadores/as, creadores/as, activistas, cientistas sociales, pensadores/as y trabajadores/as de la cultura a este proceso de investigación y reflexión colectiva en torno a las experiencias de distintas organizaciones políticas-culturales que tuvieron lugar en Chile en los años ochenta durante la dictadura cívico-militar. El espacio central de la exposición pasó a ser el espacio de trabajo y activación donde dispusimos archivadores con documentos provenientes de distintos archivos[3] sobre las redes de colaboración, documentos programáticos, llamamientos y convocatorias múltiples de estos distintos grupos implicados en los procesos de restitución democrática en Chile. La propuesta fue indagar en aquel material y elaborar diversas maneras de interpretar, comunicar, analizar y agenciar el contenido de dichos documentos. Así, contra la idea establecida de que durante la dictadura se vivió en un descampado cultural (“apagón cultural”) de disputas indisolubles entre escenas, brigadas, y talleres, hicimos este llamamiento a indagar en estas otras historias y memorias que no han sido visibilizadas y que, desde ese futuro democrático que se pensó hace treinta años, sin duda ayudarían a imaginar otros futuros en las luchas políticas y culturales del presente.

A la convocatoria respondieron alrededor de 40 personas, de las cuales participaron 25 con cierta regularidad. La residencia se extendió por los meses en que estuvo montada la exposición. Durante este periodo, los participantes tuvieron acceso gratuito al Museo con el fin de que pudiesen hacer uso del espacio de trabajo en los horarios que determinaran y participar en las reuniones generales que organizamos con invitados. Al finalizar la residencia pedimos a quienes participaron que pudieran socializar su trabajo con el resto para la futura (presente) edición de estos contenidos.

Las sesiones de la residencia comenzaron con una conversación con tres investigadores e integrantes de la Red: Ana Longoni, Fernanda Carvajal y André Mesquita, quienes habían sido invitados al seminario internacional “Futuros progresivos y resonancia crítica de los ochenta” que organizamos en el contexto de la exposición con apoyo de la Ffai[4]. Esta instancia marcó para el grupo un primer momento de socialización de intereses y expuso un diálogo con investigadores/as que habían abordado temas de la exposición que eran vitales para comprender la propuesta de Perder la forma humana A partir de esta experiencia, los participantes comenzaron a realizar cruces entre los contenidos de la exposición y sus investigaciones/creaciones personales. Le siguieron a esta, dos instancias de conversación, con figuras emblemáticas que transitaron y conformaron distintos espacios colectivos en la transición setenta – ochentas: Virginia Errázuriz[5] y Patricio Rueda[6]. Tanto Virginia como Patricio fueron invitados a intervenir el diagrama: rallarlo, escribir nuevos nombres y fechas con el fin de alterar la imagen estática exhibida, de abrirla, de hacerla proceso. Aquellas marcas fueron dejando la huella de estas jornadas, los rastros de un proceso de investigación en curso, de un espacio de/en trabajo constante. Luego de ello, se realizó un segundo seminario abierto “Hacer política con nada. Vigencia y memoria de la resistencia gráfica en tiempos de movilización”[7] que abrió paso a debates implicados con el contexto de luchas estudiantiles de aquel año. Tras estos encuentros, las conversaciones se fueron multiplicando, reuniones generales siguieron sucediendo dirigidas a acompañar el momento de escritura y creación desde la residencia. El último encuentro fue realizado fuera del museo, en el Centro Social y Librería Proyección en Santiago donde se convocó a una jornada de cierre en la que varios/as leyeron sus textos y otras compartieron el proceso y obra producida en el marco de la residencia. Esta última instancia, íntima, reflexiva y sumamente afectiva marcó el fin de meses de residencia de investigación.

Nos complace enormemente presentar los escritos y obras reunidas en esta publicación y  sabernos parte de un proceso que no habría sido posible sin el compromiso, entusiasmo y dedicación de un grupo expansivo. Agradecemos en especial a Fernando García, Catherina Campillay, Gastón Muñoz y Antonia Sierralta del equipo de la Revista Punto de Fuga, en aquel momento, a las y los residentes: Mane Adaros, Tania Medalla, David Arancibia, Daniela Pizarro, Héctor Hernández Montecinos, Raiza Calvacanti, Luna Acosta, Andrés Soto, Samuel Espíndola, Javier Melo, Javiera Zambrano, Joseline Ferrada y todas y todos quienes, sin llegar a una obra o escrito final, participaron del proceso. Agradecemos al grupo de investigadores y artistas vinculados de la Red de Conceptualismos del Sur quienes fueron nuestros interlocutores y cómplices en el arrojo de hacer posible esta itinerancia deslocalizada en Chile. Para cerrar también quisiéramos agradecer al equipo del Museo de la Solidaridad Salvador Allende por su colaboración permanente y responsable con la exposición y programación de “Poner el Cuerpo” y a las y los artistas que facilitaron generosamente sus obras y archivos para su muestra y activación.


[1] Este texto fue editado para la revista “punto de fuga” cuyo numero 19 fue dedicado a los resultados de la Residencia de investigación que se realizó para la exposición “Poner el cuerpo. Llamamientos de arte y política en los años ochenta en América latina”

[2] El proyecto fue realizado gracias al apoyo del FONDART, la Foundation for Arts Initiatives (Ffai), la Red Conceptualismos del Sur (RedCSur) y el Museo de la Solidaridad Salvador Allende (MSSA). Agradecemos el apoyo de todo el equipo del Museo con quienes trabajamos varios aspectos de la exposición.

[3] Los documentos provenían del “Archivo memoria de la resistencia” del Centro Cultural Tallersol dirigido por Antonio Kadima y los archivos personales de Virginia Errázuriz y Luz Donoso.

[4] En este seminario participaron: Ana Longoni (RCS), Fernanda Carvajal (RCS), André Mesquita (RCS), Isabel García (RCS), Felipe Rivas (CUDS), Paulina E. Varas (RCS), Alberto Díaz Parra (APJ), Antonio Kadima (Tallersol), Alfredo Márquez (Taller NN), Kena Lorenzini, Havilio Pérez (APJ), Patricio Rueda (APJ), Javiera Manzi (RCS) y Virginia Errazuriz (TAV).

[5] Artista y docente, una de las directoras de la UNAC (Unión Nacional por la Cultura) y fundadoras del TAV (Taller de Artes Visuales)

[6] Artista y docente integrante de la APJ (Agrupación de Plásticos Jóvenes), Luger de Luxe, El Piano de Ramón Carnicer y los Ánjeles Negros

[7] En este seminario participaron Isidro Parraguez, Nicole Cristi, Havilio Pérez (APJ), Hugo Sepúlveda (APJ), Cesar Vallejos (TSI) y Javiera Manzi.

Presentación del Archivo Carlos Ginzburg

El viernes 19 de junio de 2020, de 19:00 a 21:00 horas (Arg), Moira Cristá y Fernando Davis de la Red Conceptualismos del Sur presentarán el Archivo Ginzburg a través de un evento en línea a realizarse a través de la plataforma Zoom, organizado por el Centro de Arte de la Universidad Nacional de la Plata.

El evento es gratuito con inscripción previa mediante el siguiente link. Para más consultas e informaciones se puede escribir a archivodearte@centrodearte.unlp.edu.ar

Entre 1966 y 1972 el artista Carlos Ginzburg desarrolló, desde la ciudad La Plata, una obra experimental que desbordó los límites del objeto artístico para redefinir el entorno y las relaciones entre el arte y la vida cotidiana. Ginzburg realizó poesía visual -como integrante del Movimiento Diagonal Cero, que impulsaba Edgardo Antonio Vigo- y proyectó, en paisajes naturales y urbanos, acciones y señalamientos que caracterizó como arte “pobre” y “ecológico” y que hizo documentar fotográficamente.

En 2019 Ginzburg donó un conjunto de documentos de su archivo personal al Centro de Arte de la Universidad de La Plata, a partir de la colaboración de la Red Conceptualismos del Sur. Se trata de cerca de 142 fotografías, negativos fotográficos, volantes y recortes de prensa acompañados, en muchos casos, por anotaciones del artista, que conforman un cuerpo de materiales sobre un episodio fundamental y poco conocido de la vanguardia platense de los años 60 y 70.

Con este evento el Centro de Arte de la UNLP inicia su proyecto de Archivo de Artistas de la ciudad de La Plata cuyos objetivos principales son la reunión, la conservación, la catalogación y la difusión de colecciones bibliográficas y documentales de artistas, diseñadores, historiadores del arte e instituciones relacionadas con el arte y la cultura de la ciudad de La Plata.

Moira Cristá es historiadora e investigadora de CONICET en el Instituto de Investigaciones Gino Germani (UBA). Integra la Red Conceptualismos del Sur y coordina actualmente su Nodo Archivos.

Fernando Davis es profesor e investigador de la Facultad de Artes de la UNLP, es curador independiente, y como investigador ha abordado las prácticas conceptuales críticas en la ciudad de La Plata desde la década del 60. También integra la Red Conceptualismos del Sur.

Campanha: A normalidade era o problema

Apresentação da campanha

O contexto da pandemia que estamos vivendo globalmente tem amplificado todas as desigualdades das quais se alimenta o sistema de acumulação do capital: as desigualdades de gênero (mais violência nos lares a portas fechadas; sem escola nem centros para idosos, mais carga de trabalho de cuidado para mulheres; mais assédio nos canais online…); as desigualdades dos regimes de fronteira; as desigualdades na divisão internacional do trabalho, dentre muitas outras. Ao mesmo tempo, todos os bens públicos têm entrado em erosão, como mostra o estado dos sistemas de saúde do mundo todo. Essa era e é nossa normalidade.

Diante desta situação, os governos de diferentes partes do mundo promovem de distintas maneiras uma espécie de retorno à normalidade baseada na coerção de corpos, as restrições, a continuidade de processos de empobrecimento e as lógicas necropolíticas.

É por isso que fazemos um chamado internacionalista a pôr corpo, palavras, respiração a #ANormalidadeEraOProblema promovendo, desde as perspectivas concretas que habitamos, reflexões, perguntas e respostas, em forma de palavras, clipes audiovisuais, fotos, collages, sons…

A campanha começa no dia 3 de junho, nas redes sociais, e é veiculada durante todo o mês. Até 30 de junho, as contribuições podem ser enviadas ao e-mail: normalitywastheproblem@gmail.com

Ou faça o upload diretamente aqui: https://drive.google.com/drive/folders/1C8HyScMdxBkIByu-5hkQmA4ZUgiOhsYl?usp=sharing

As contribuições serão publicadas aqui:
https://www.instagram.com/normalitywastheproblem/

A NORMALIDADE ERA O PROBLEMA

Os microscópios de estudos de virologia têm trabalhado duro nestes últimos meses para achar a origem, as formas de contágio e as maneiras de nos enfrentar ao Covid19. Ainda há muito caminho por percorrer, mas não cabe dúvida de que encontrarão respostas a boa parte das perguntas e necessidades.

Enquanto isso, as lupas dos espaços ativistas e militantes, das classes populares empobrecidas e dos espíritos inquietos, desconfortáveis e críticos com o status quo têm observado o aumento dramático do efeito implacável de um vírus previamente conhecido contra o qual ainda não pudemos nos vacinar: o vírus do sistema econômico e social inclusive mais letal que identificamos com a normalidade.

De fato, nestes tempos de pandemia tem se visibilizado e ampliado até dimensões insustentáveis todas as desigualdades das quais se alimenta o sistema de acumulação do capital: as desigualdades de gênero (mais violência nos lares a portas fechadas, mais carga de trabalho para mulheres sem escolas nem centros para idosos, mais assédio nos canais online…); as desigualdades dos regimes de fronteira (pessoas sem documentos não podem acessar as medidas de urgência desenvolvidas pelas instituições): as desigualdades na divisão internacional do trabalho (os diferentes países se enfrentam ao mesmo vírus com recursos muito diferentes, sistemas de saúde, condições materiais da população…). E muitas outras.

Isso que chamávamos normalidade tem se revelado como uma autêntica distopia.

Por isso, enquanto os governos falam de voltar à normalidade, ou de alcançar uma nova normalidade, os olhares, corpos, energias daqueles que buscamos uma transformação emancipadora dessa monstruosa realidade normalizada, construímos paradigmas, alianças e práticas que nos orientem em direção a outros horizontes.

Mas como traduzir esse desejo potente em passos concretos, aterrissados, situados? Como nos vacinamos contra os efeitos de uma crise econômica maior que a de 2008 e com umas forças políticas de extrema direita que pugnam por capitalizar o mal-estar gerado pelos estragos materiais causados pela pandemia?

Como nos desviamos de um retorno as perigosas promessas de salvação dos Estados-nação para buscar novas alianças e formas de cooperação de escala internacional?

Como seguir curto-circuitando os espaços de acumulação de capital as custas dos nossos recursos de vida? Como subtrair da mercantilização nossas casas, bairros, cidades, povos: a água, o ar, o espaço público, o meio ambiente natural e urbano? Como fazemos do cuidado uma política coletiva e transformadora que intervêm nos horizontes trans-fronteiriços?

Como sustentar a possibilidade aberta pelas explosões sociais e revoltas que tem se levantado em distintas latitudes contra a normalidade precária? O que fazemos para que a distância física não devenha isolamento social? Como se transformam os repertórios de ação de protesto e articulação durante e após o confinamento?

Como defender e proteger os bens públicos (sistemas educativos, instituições culturais, sistemas de segurança social, sistemas de saúde) e criar outros novos sob regimes de administração do comum capazes de superar os perigos de setores “públicos” cada vez mais ameaçados pelas garras das elites financeiras?

Como sair da economia financeirizada que coloca no centro a acumulação para articular a organização social em torno às necessidades e desejos de umas vidas dignas, autônomas, emancipadas?

Esta campanha convida a propor (em forma de palabras, de clipes de vídeo, de fotos, de collages, de sons…) desde nosso canto específico do mundo, desde a perspectiva concreta que habitamos, mais perguntas e mais respostas para adubar o desafio colossal de um desejo globalmente compartilhado:

#ANormalidadeEraOProblema
#LaNormalidadEraElProblema
#NormalityWasTheProblem
#NotBackToNormality
#NoWayBackToNormality

Second mailing, Graphic Campaign, Colombia: What are the silences of democracy? SOS Cauca.

This is a special contribution in repudiation of the situation of human rights violations in the municipality of Buenos Aires, Norte del Cauca – Colombia: «Almost every night we go to bed with the terrible news of a new murder of a social leader in the municipality of Buenos Aires, Norte del Cauca. The failure of Duque’s government to implement the Peace Agreement drowns this country in a river of blood. What are we doing as a civil society to stop this?»
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html

See the call for applications at the following link: https://redcsur.net/es/2019/07/30/campana-grafica-redcsur/

#StopGenocideinCauca #SOSCauca #WeareBeingMurdered #Colombia #TheyAreBeingMurdered #HumanRights #SystematicMurders #AguilasNegras #ThatBeingaLeaderDoesn’tCostOurLives #NotOneMoreDead #ParamilitaryBlackHand #MisterSlaughter #Cauca #ColombianParamilitarism #Genocide #APeaceThatDoesn’tCostOurLives #AssassinGovernment #StoptheSilentAccomplice #Extermination #StopDuqueUribeWar #Terrorism

French below

Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
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Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
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Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/engl.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020
Author: SOS Cauca
http://soscauca.interferencia-co.net/francais.html
Country: Colom bia
Year: August 2020

Campaign: Normality Was The Problem

Campaign Presentation

The context of the global pandemic has amplified all the inequalities that feed the capital accumulation system: gender inequalities (more violence in closed-door households, more care workload for women without schools or senior centers, more harassment on online channels…); the inequalities of border regimes; inequalities in the international division of labor, among many others. At the same time, all public goods have been eroded, as shown by the state of health systems around the world. That was and it is our normality.

Faced with this situation, governments in different parts of the world promote in a variety of ways a kind of return to normality based on the coercion of bodies, on restrictions, on the continuity of impoverishment processes and on necropolitical logics.

That is why we make an internationalist call to give body, words, breath to #NormalityWastheProblem proposing, from the specific perspectives we inhabit, reflections, questions and answers, in the form of words, audiovisual clips, photos, collages,sounds …

The campaign begins on June 3 on social networks and runs throughout the month of June. Until June 30, contributions can be sent to:     normalitywastheproblem@gmail.com

Or upload them directly here:https://drive.google.com/drive/folders/1C8HyScMdxBkIByu-5hkQmA4ZUgiOhsYl?usp=sharing

And they will be published here https://www.instagram.com/normalitywastheproblem/

NORMALITY WAS THE PROBLEM

Virologists have spent these last few months bent over their microscopes as they labour to identify the origin, vectors of contagion and ways to combat Covid-19. They are not there yet. But they can at least claim to have resolved many of the urgent questions and most pressing needs.

Meanwhile, activists and militants, the impoverished working classes and other unquiet critics of the status quo have been scrutinising the implacable effects of a better known but equally vaccine-less virus: capitalism.

As the pandemic has tightened its grip, it has thrown into stark relief the simmering inequalities that feed the accumulation of capital. Indeed, it has intensified them to an intolerable degree: inequalities of gender (a surge in violence behind closed doors, a ramped-up burden of care for women as schools and old people’s centres shut down, more online harassment, etc.); inequalities of frontier regimes (illegal migrants are shut out from emergency support measures); inequalities in the international division of labour (countries confront the same virus with vastly differing resources in terms of healthcare systems, material conditions of their population, etc.). And many more.

This situation, which we used to call normality, has revealed itself in its dystopian reality.

So, while governments talk about a return to normality or a new normality, we – those of us who seek an emancipatory change to this monstrous normalised reality – are throwing our thoughts, bodies and energy into forging new paradigms, alliances and practices that map the way to new horizons.

But how to translate this urgent desire into specific, down-to-earth, locally relevant measures? How can we vaccinate ourselves against capitalism on the eve of an economic crisis deeper than 2008? At a time when the forces of the far right are eager to seize on the discontent stoked by the pandemic’s material cost?

How can we avoid a return to the dangerous promises that the nation state will save us and instead forge new alliances and new forms of international cooperation?

How can we short-circuit the spaces where capital accumulation squeezes out the resources we have to live on? How can we rescue from rampant marketisationour homes, neighbourhoods, cities, towns, water, air, public spaces and natural and urban environments?

How can we protect social assets (educational systems, cultural institutions, social security systems, healthcare) and create other new goods, under common management, which can overcome the dangers afflicting “public” sectors that are increasingly falling into the claws of financial elites.

How can we break away from a financialised economy centred on accumulation and instead develop a social organisation based on the needs and desires of a decent, independent and free life?

This campaign invites everyone to put forward (in words, video, photographs, collage, sound, etc.), each from our own corners of the world and from the reality we live and see, more questions and more answers to meet the colossal challenge of our collective global demand:

#NormalityWasTheProblem
#LaNormalidadEraElProblema
#ANormalidadeEraOProblema

campaña abierta: La normalidad era el problema

El contexto de pandemia que se está viviendo globalmente ha amplificado todas las desigualdades de las que se alimenta el sistema de acumulación de capital: las desigualdades de género (más violencia en los hogares a puerta cerrada, más carga de trabajo de cuidados para las mujeres sin escuelas ni centros de mayores, más acoso en los canales on line); las desigualdades de los regímenes de frontera; las desigualdades de la división internacional del trabajo, entre muchas otras. Al mismo tiempo se han erosionado todos los bienes públicos, como lo muestra el estado de los sistemas de salud en todo el mundo. Esa era y es nuestra normalidad.

Frente a esta situación, los gobiernos de diferentes lugares del mundo promueven de distintas maneras una suerte de vuelta a la normalidad basada en la coerción de los cuerpos, las restricciones, la continuidad de procesos de empobrecimiento y las lógicas necropolíticas.

Es por ello que hacemos una llamada internacionalista a dar cuerpo, palabras, respiración a #NormalityWastheProblem proponiendo, desde las perspectivas concretas que habitamos, reflexiones, preguntas y respuestas, en forma de palabras, de clips audiovisuales, de fotos, de collages, de sonidos… sobre la vida que queremos.

La campaña comienza el 3 de junio en redes sociales y se extiende durante todo el mes de junio.

Hasta el 30 de junio se pueden enviar aportaciones a: normalitywastheproblem@gmail.com

O bien subirlas directamente aquí: 
https://drive.google.com/drive/folders/1C8HyScMdxBkIByu-5hkQmA4ZUgiOhsYl?usp=sharing

Serán compartidas en esta cuenta https://www.instagram.com/normalitywastheproblem/



LA NORMALIDAD ERA EL PROBLEMA

Los microscopios de los estudios de virología han trabajado duro estos últimos meses para hallar el origen, las formas de contagio y las maneras de enfrentarnos al Covid19. Aún queda camino por recorrer, pero no cabe duda de que encontrarán respuestas a buena parte de las preguntas y necesidades.

Mientras tanto, las lupas de los espacios activistas y militantes, de las clases populares empobrecidas y de los espíritus inquietos, incómodos y críticos con el status quo han observado el aumento dramático del efecto implacable de un virus previamente conocido del que aún no hemos sabido vacunarnos: el virus de un sistema económico y social incluso más letal al que identificábamos con la normalidad.

En efecto, en estos tiempos de pandemia se han visibilizado y ampliado hasta dimensiones insostenibles todas las desigualdades de las que se alimenta el sistema de acumulación de capital: las desigualdades de género (más violencia en los hogares a puerta cerrada, más carga de trabajo de cuidados para las mujeres sin escuelas ni centros de mayores, más acoso en los canales on line…); las desigualdades de los regímenes de frontera (las personas sin papeles no pueden acceder a las medidas de urgencia desplegadas por las instituciones); las desigualdes de la división internacional del trabajo (los diferentes países se enfrentan al mismo virus con muy diferentes recursos, sistemas de salud, condiciones materiales de la población…). Y muchas otras.

Eso que llamábamos normalidad se ha revelado como una auténtica distopía.

Por eso, mientras los gobiernos hablan de volver a la normalidad, o de alcanzar una nueva normalidad,las miradas, cuerpos y empeños de quienes buscamos una transformación emancipadora de esa monstruosa realidad normalizada, construimos paradigmas, alianzas y prácticas que nos orienten hacia otros horizontes.

¿Pero cómo traducir ese deseo potente en pasos concretos, aterrizados, situados? ¿Cómo vacunarnos contra los efectos de una crisis económica mayor que la del 2008 y con unas fuerzas políticas de ultraderecha que pugnan por capitalizar el malestar generado por los estragos materiales causados por la pandemia?

¿Cómo desviarnos de un regreso a las peligrosas promesas de salvación de los Estados nación para buscar nuevas alianzas y formas de cooperación de escala internacional?

¿Cómo seguir cortocircuitando los espacios de acumulación de capital a costa de nuestros recursos de vida? ¿Cómo sustraer de la mercantilización nuestras casas, barrios, ciudades, pueblos; el agua, el aire, el espacio púbblico, el medioambiente natural y urbano? ¿Cómo hacemos del cuidado una política colectiva y tranformadora que interviene en los horizontes transfronterizos?

¿Cómo sostener la posibilidad abierta de estallidos y revueltas que se han levantado en distintas latitudes contra la normalidad precaria? ¿Qué hacemos para que la distancia física no devenga aislamiento social? ¿Cómo se transforman los repertorios de acción de protesta y articulación en el confinamiento y posterior a este?

¿Cómo defender y proteger bienes públicos (sistemas educativos, instituciones culturales, sistemas de seguridad social, sistemas de salud) y crear otros nuevos, bajo regímenes de administración del común capaces de superar los peligros de sectores “públicos” cada vez más amenazados por las garras de las élites financieras?

¿Cómo salir de una economía financiarizada que pone en el centro la acumulación para articular la organización social en torno a las necesidades y deseos de unas vidas dignas, autónomas, emancipadas?

Esta campaña invita a proponer (en forma de palabras, de clips audiovisuales, de fotos, de collages, de sonidos…) desde nuestro específico rincón del mundo, desde la perspectiva concreta que habitamos, más preguntas y más respuestas para abonar el reto colosal de un deseo globalmente compartido:

#LaNormalidadEraElProblema
#ANormalidadeEraOProblema
#NormalityWasTheProblem